Profissionais de RH podem melhorar muito o RH (Área de Gestão de Pessoas) de quando deixam de atuar só como “área de suporte” e passam a operar como função de negócio, com processos simples e claros, decisões baseadas em dados e experiência do colaborador muito bem cuidada. Na prática, isso costuma passar por estes pilares:
O que fazer para melhorar o RH (na prática)
1) Alinhar o RH à estratégia do negócio
- Traduzir metas da empresa em prioridades de pessoas: capacidade do time, liderança, produtividade, cultura e custos.
- Definir 4–6 objetivos macro anuais do RH (poucos e bem claros) e amarrar tudo neles, dentro dos intentos estratégicos da organização.
2) Medir o que importa e criar rotina de gestão
- Montar um painel simples com indicadores como: turnover, tempo de contratação, absenteísmo, eNPS/clima, performance, movimentações internas, custo de pessoal.
- Criar cadência: mensal (indicadores), trimestral (talentos e sucessão), semestral/anual (remuneração e estrutura).
3) Melhorar a liderança (é onde o RH ganha ou perde)
- Treinar e cobrar o básico: 1:1, feedback das lideranças, metas claras, conversas de desempenho, gestão de conflitos.
- Apoiar líderes com playbooks e scripts curtos (menos teoria, mais “como fazer”).
4) Recrutamento e seleção mais eficientes e com qualidade
- Definir bem o perfil (competências + entregas esperadas nos 90 dias).
- Padronizar entrevistas (roteiro + critérios) para reduzir “achismo”.
- Acompanhar qualidade da contratação (ex.: desempenho e permanência após 6 e 12 meses).
5) Onboarding forte para acelerar produtividade
- Um onboarding de 30/60/90 dias com: expectativas, entregas, integrações-chave e check-ins.
- Isso reduz rotatividade inicial e melhora performance mais rápido.
6) Gestão de desempenho que funcione (sem burocracia)
- Metas simples, alinhadas ao negócio, com revisões curtas ao longo do ano.
- Separar bem: desempenho (entrega) vs. potencial (capacidade futura).
- Treinar líderes para calibrar avaliações e dar feedback útil para os avaliados.
7) Estrutura, cargos e remuneração mais consistentes
- Clarificar níveis (júnior/pleno/sênior etc.), escopo e critérios de progressão.
- Aplicar governança de aumentos/promoções para evitar injustiça e perda de talentos.
- Usar faixas salariais quando fizer sentido (mesmo que comece simples).
8) Engajamento e clima com ações que fechem o ciclo
- Rodar pesquisas curtas e frequentes (pulsos) e garantir plano de ação por área.
- Transparência: “o que ouvimos / o que vamos fazer / o que não vamos fazer e por quê”.
9) Experiência do colaborador e processos “sem atrito”
- Revisar jornadas (admissão, férias, benefícios, desligamento) e remover retrabalho.
- Automatizar o básico (formulários, fluxos, autoatendimento) para liberar RH para o estratégico.
- Usar IA nas atividades padronizadas, a fim de ganhar tempo e reduzir custos.
10) Compliance e relações trabalhistas com prevenção
- Atualizar políticas, treinar liderança, documentar decisões sensíveis.
- Atuar preventivamente em temas de assédio, conduta, saúde mental e segurança psicológica.
- Treinar os líderes em relações trabalhistas avançadas.
Resumindo
- RH melhora quando foca em prioridades do negócio, mede resultados e cria rotina de gestão.
- O maior multiplicador é liderança (processos e rituais simples, bem executados e liderança bem treinada e alinhada).
- Padronizar seleção, onboarding, desempenho e remuneração reduzem “achismo” e aumenta justiça.
- Automatizar o operacional libera tempo para atuação estratégica.
- Atenção aos processos de retenção de talentos.
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