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Em tempos “bicudos” como agora, normalmente as organizações são mais conservadoras com as políticas de remuneração, principalmente pela lentidão econômica que estamos atravessando nos últimos anos. Apesar de toda campanha governista falando das possibilidades de aumento de emprego, etc., sabemos que isso não vem ocorrendo, na verdade os índices de desempregos têm se mantido em processo de crescimento e atingindo níveis nunca visto.

Mas o que fazer para reter a mão de obra inteligente e necessária para tocar os negócios, principalmente os talentos que fazem a diferença nos resultados das empresas. De forma geral, as empresas menos conservadoras, vem mantendo suas políticas de remuneração, monitorando o mercado através de pesquisas de remuneração (salários, benefícios e práticas de RH), visando não perder de vista sua política de relação ao mercado. Como diz a música da Cássia Eller “Nada é para Sempre”. Em uma das empresas que trabalhamos, o nosso CEO pedia para os Gestores para retirar a palavra “sempre” de nosso vocabulário, pois o “mundo organizacional” é muito dinâmico e desafiador e a palavra “sempre” não era apropriada para esse mundo.

De forma surpreendente este ano, a nossa consultoria – ARON CONSULTORIA – tem tido uma demanda acima da média de pedidos de pesquisas de remuneração, tanto para revisão dos Planos de Remuneração e Carreira, bem como de práticas para ajustes das Tabelas Salariais e revisão de suas práticas de RH.

O que vemos ainda é uma ênfase em termos de Remuneração Estratégica nos Programas de Remuneração Variável, especialmente nos Programas de PLR/Bônus. É uma forma inteligente de manter a remuneração competitiva dos funcionários (dentro da mediana ou média de mercado), sendo que adicional vem com atingimento de resultados com pagamentos de bônus.

A empresa não inflaciona sua massa salarial e se mantém atrativa em termos de remuneração dentro do conceito de Remuneração Total. Essas empresas mantém um Programa de Remuneração Variável atrelado a meta e resultados, além de um EBITDA definido em percentual ou valor para início dos pagamentos dos valores variáveis tanto de PLR como de Bônus. Atualmente o EBITDA mínimo em nossos projetos de Remuneração Variável partem de 80 a 85%, abaixo disso, não tem pagamento variável.

Algumas vezes os profissionais de RH falam em pagar pelo esforço quando não atinge o EBITDA, mas não concordamos que esse apelo, ou seja, o Programa tem que estar atrelado algum “gatilho” como EBITDA, EVA – Valor adicionado Econômico, etc., e o pagamento somente ocorre quando atinge o percentual definido.

Quanto aos Programas de Benefícios, os profissionais de RH e as empresas vem buscando alternativas criativas e originais, visando manter a redução dos custos com os valores pagos de benefícios, todavia desenvolvendo novas formas e/ou trocando fornecedores, mas, mantendo o mesmo grau satisfação dos funcionários em relação aos benefícios concedidos.

Algumas outras empresas, de forma mais ousada, vêm ainda diversificando o pacote de benefícios de acordo com a faixa etária, geração, etc., visando atender de forma plena os anseios e necessidades de cada geração, que realmente são muitos diferentes neste século XXI.

Esses dias atrás na apresentação de um projeto um diretor de empresa falou que há mais de vinte anos mantém um pacote diferenciado de benefícios (flexível por assim dizer), todavia corre possíveis riscos trabalhistas, mas vale a pena correr o “risco calculado”, pois os níveis de satisfação dos funcionários são altos e nunca teve problemas com reclamação trabalhistas por praticar benefício diferenciado para grupos de funcionários, bem como problemas com a fiscalização. Cada grupo na empresa pode fazer seu cardápio, dentro de um leque de opções que a empresa oferece. Com certeza isso é praticar Remuneração Estratégica.

Dessa forma, cada empresa deve buscar possíveis alternativas para ter o melhor pacote de remuneração e atração de talentos, e que seja sim, Estratégico.

 

Antonio Carlos Cruz. Diretor da ARON CONSULTORIA, Consultor Sênior de RH e Especialista em Projetos de Remuneração e Carreira.

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